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Boas práticas ambientais em debate na Câmara Municipal de Lagos

Divulgar informação sobre os sistemas de recolha, encaminhamento e tratamento dos resíduos, assim como identificar as áreas sensíveis e as soluções propostas, envolvendo, numa reflexão conjunta, a participação e os contributos dos cidadãos, foi o objetivo da ação de sensibilização que decorreu na passada quinta-feira, dia 13 de dezembro, no Auditório dos Paços do Concelho Séc. XXI, s

Nota de Imprensa

19 Dezembro 2018

Lagos
Divulgar informação sobre os sistemas de recolha, encaminhamento e tratamento dos resíduos, assim como identificar as áreas sensíveis e as soluções propostas, envolvendo, numa reflexão conjunta, a participação e os contributos dos cidadãos, foi o objetivo da ação de sensibilização que decorreu na passada quinta-feira, dia 13 de dezembro, no Auditório dos Paços do Concelho Séc. XXI, seguida de visita ao Aterro Sanitário do Barlavento Algarvio.

A sessão teve como principais destinatários os empresários das áreas do comércio, restauração, hotelaria e similares, situados no centro histórico da cidade, área urbana que, pelas suas caraterísticas e utilização, coloca exigências acrescidas ao sistema de recolha de resíduos.

Para falar sobre o tema estiveram presentes: Nuno Amorim e Idalécia Rodrigues (respetivamente Administrador e Técnica Superior da ALGAR), Luís Duarte (Chefe da Divisão de Ambiente e Serviços Urbanos - DASU) e Ana Rita Pico (Coordenadora da Unidade Técnica de Ambiente - UTAM), ambos da Câmara Municipal de Lagos. A moderação dos trabalhos foi feita por Luis Bandarra, Vereador com o pelouro do Ambiente, e a abertura dos trabalhos pela Presidente da Câmara.

Dirigindo-se aos presentes, Maria Joaquina Matos e Luis Bandarra lembraram que é obrigação do Município recolher os resíduos e manter o espaço público devidamente tratado, mas, para essa missão ser bem sucedida, é necessária a colaboração de todos e o cumprimento das regras por parte dos cidadãos, sendo essa a razão de ser da sessão e das subsequentes ações de informação e sensibilização que a Câmara Municipal irá desenvolver no sentido da sustentabilidade ambiental do concelho.

Nuno Amorim sublinhou o equilíbrio que deve existir entre o serviço prestado e o tarifário aplicado, assim como a articulação necessária entre as três entidades intervenientes no processo: quem produz os resíduos (os cidadãos e as empresas); o Município; e a ALGAR. Felicitou, por isso, a organização pela iniciativa e por esta envolver todos os intervenientes.

A Luís Duarte coube abordar a produção de resíduos no centro histórico da cidade, designadamente quanto à sua caraterização, sistemas de recolha e deposição, produção, principais problemas e propostas de melhoria. Na sua intervenção lembrou o tipo de sistema de deposição em uso (desde finais dos anos 80) nesta área urbana, que consiste em recolha hermética com a utilização de contentores individualizados, por fogo ou por condomínio, consoante se tratem de estabelecimentos comerciais, moradias unifamiliares ou habitações em regime de propriedade horizontal. Deu igualmente a conhecer os circuitos de recolha em funcionamento e os serviços de recolha de monos e verdes disponibilizados, assim como o reforço que foi feito durante o verão (de segunda a sábado, das 19h00 às 21h00), com a utilização de uma viatura elétrica, visando a recolha de resíduos indevidamente depositados na via pública e junto a contentores, a qual recolheu 200 toneladas de resíduos indiferenciados e cerca de 7 toneladas de papel e cartão.

Segundo os dados partilhados, a quantidade de resíduos indiferenciados produzidos/recolhidos no centro histórico em Agosto (488 toneladas) aumenta para mais do triplo da quantidade produzida/recolhida em época baixa (ex. fevereiro – 149 toneladas), o que permite perceber o esforço de adaptação de meios a que o Município está sujeito.

Quanto aos principais problemas identificados foram destacados: a deposição indisciplinada e indevida de sacos de lixo na via pública (por não utilização dos contentores); a deficiente varredura manual e lavagem de ruas; o escorrimento de lixiviados das viaturas no momento da recolha; e as acessibilidades, dimensão dos arruamentos e estacionamento indevido (que dificultam a circulação das viaturas de recolha, quer da Câmara, quer da Algar). Para minimizar esses problemas estão previstas outras tantas propostas de melhoria, que passam: pelo desenvolvimento de uma campanha de informação e sensibilização (visando melhorar a colaboração dos munícipes e visitantes); pela substituição de equipamentos (designadamente as viaturas de recolha de resíduos indiferenciados) e revitalização dos sistemas de deposição dos resíduos (contentores e papeleiras); assim como pelo desenvolvimento de um Plano Municipal de Resíduos que repense todo o sistema de modo a melhorar a sua eficiência.

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