Todo o Algarve

Doçaria diversa, queijo, enchidos e artesanato em destaque, mas empresários queixam-se das vendas

Alentejo foi inovação na 32ª. Feira Arte Doce de Lagos

Pastelarias/tasquinhas com uma variedade de produtos, desde doçaria diversa, até queijo (produção ao vivo), azeite e enchidos, entre outros, além de tecelagem, olaria, pintura, trabalhos em madeira devolvida pelo mar e peças em arame.

José Manuel Oliveira

31 Julho 2019 | Fuente: Redacção

No total, o Alentejo esteve representado com doçaria, artesanato e grupos musicais de 12 localidades - Serpa, Vidigueira, Portalegre, Borba, Odemira, Almodôvar, Viana do Alentejo, Cuba, Rio de Moinhos, Serra do Caldeirão, Beja e Vila Nova de São Bento - na 32ª. edição da Feira Concurso da Arte Doce de Lagos, que decorreu no Complexo Desportivo de Lagos, de 26 a 28 de Julho.

Dos Rebuçados de Ovo e miniaturas
de Matatão ao
Pudim de Requeijão
e Dom Duarte

"É a primeira vez que estamos aqui. Tem sido bastante importante, até porque a Câmara Municipal de Lagos, deu-me boas condições ao oferecer o alojamento e não termos de pagar o stand, o que faz toda a diferença, porque se suportássemos os custos de estadia seria mais complicado", contou ao ‘Diário do Sul’ Ana Tomás, da pastelaria ‘Quase Pecado’, de Portalegre, com doçaria conventual desta cidade, nomeadamente Rebuçados de Ovo, Fartes, Toucinho do Céu, pastéis de Santa Clara e miniaturas de Matatão. "As pessoas procuram muito os Rebuçados de Ovo. Acho que é por ser muito conhecido", notou a doceira alentejana, apontando o facto de ao nível de vendas não ter sido muito famoso. "Houve muita gente a ver os nossos produtos do que propriamente a comprar", constatou Ana Tomás.
Num outro stand, ocupado pela empresa ‘Neldoces, de Rio Moinhos - Borba, Nelson Ratado também se queixava das vendas: "Foi um pouco complicado. Acho que pessoas aqui vão mais para os doces algarvios e não ligam muito aos alentejanos. Tenho o Dom Duarte, Pudim de Requeijão, com o qual já ganhei vários prémios a nível nacional, Fidalgo, Filhós de mel, Sericaia, Pão de Rala e filhoses, entre outros."

"As pessoas gostam muito das peças,
comprar é que não tanto"

Já no exterior do Complexo Desportivo de Lagos, onde os artesãos expunham os seus produtos, Manuela Figueirinha, de São Teotónio, do concelho de Odemira, dedicava-se ao trabalho ao vivo. "Estou fazendo um encharco. É tudo peças em tecelagem", explicou ao ‘Diário do Sul’, observando, em jeito de lamento, que "as pessoas gostam muito das peças, comprar é que não tanto." Neste stand podia ver-se, por exemplo, desde blusas, golas, cachecóis (30 euros), encharcos (50/55 euros), ponches, até bolsas, com os preços variar entre 20, 25 e 30 euros, consoante o tamanho. "As pecinhas pequenas (entre cinco e dez euros) como pulseiras, porta-chaves e brincos é que se vão vendendo", acrescentou.
Ao lado, Feliciano Agostinho, de Viana do Alentejo, reconheceu: "Como primeira experiência não é má. Estou satisfeito." Peças em louça tradicional com pinturas à mão, como jarras, pratos, fruteiras, porquinhos para mealheiros, cinzeiros, azeitoneiras - "tudo aquilo que precisa uma casa" - é o que se podia ver neste stand alentejano.

O Maior Dom Rodrigo do Mundo
com mais de 126 kgs entrou no
‘Guiness World Records’

Uma das grandes atracções desta 32ª. Feira Concurso Arte Doce de Lagos, foi a apresentação do Maior Dom Rodrigo do Mundo, com um total de 126 kgs. 700 gramas, dado a provar ao público, que acaba de entrar no ‘Guiness World Records’ e é candidato às ‘7 Maravilhas Doces de Portugal’, concurso organizado pela RTP. Este típico doce de Lagos pesa, habitualmente, 60 gramas.
Fios de ovos (mais de 60 kgs), ovos moles com amêndoa (cerca de 60 kgs), açúcar (250 kgs), amêndoa (miolo) -70 kgs, água, canela em pó e oito litros de calda queimada, foram os ingredientes deste famoso doce regional do Algarve, confeccionado em apenas dois dias por uma equipa de oito doceiras de Lagos, liderada por Eugénia Militão, que já conquistou vários prémios a nível nacional.
Vinho como tema obrigatório
no concurso do doce
Um tabuleiro com um presunto, várias fatias deste produto, uma garrafa, dois copos, um ovo e pão. Tudo em doce, é claro, repleto de muita criatividade e imaginação. Foi com este trabalho que Lucília Norte Baptista, da ‘Bolidoce-Doçaria Regional, Lda.’, ganhou o primeiro prémio (500 euros, segundo um elemento da organização) do tema obrigatório dedicado ao vinho, desta 32ª. edição da Feira Concurso Arte Doce de Lagos.
Já no tema livre, o vencedor (‘Cantinho Doce da Fernanda’) apresentou um quadro com rochas, uma praia e lixo na água, junto de uma mensagem: «O que não acaba no lixo acaba no mar."

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