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"Casa da Empreita" e "Oficina de Caldeireiros" valorizam artesanato e artesãos em Loulé

02 Outubro 2017 | Fuente: Câmara de Loulé

Após um período experimental de funcionamento da “Oficina de Caldeireiros” e da “Casa da Empreita”, o Município de Loulé assinou acordos de cooperação com os artesãos e artesãs que lhe estão associados. Esta é mais uma ação integrada no projeto “Loulé Criativo” que, na senda da valorização da identidade do território, apoia a formação e atividade de artesãos e profissionais do sector criativo, contribuindo para a revitalização das artes tradicionais

A Câmara Municipal de Loulé reforçou, desde há cerca um ano, o trabalho que tem vindo a desenvolver na valorização de saberes associados a atividades artesanais que contribuíram para construir a identidade do Concelho e em alguns casos com relevante peso na economia local.

Loulé é, de há muito, terra de empreiteiras. A “Casa da Empreita” reedita em moldes atuais, o que há mais de um século eram as casas da empreita que então existiam um pouco por todo o Algarve, destacando-se de entre elas a de Loulé, pela sua importância.

Doze artesãs trabalham e comercializam o que produzem na “Casa da Empreita”, entrelaçando a palma, cosendo e ligando cada um dos seus ramais, produzindo variadas peças: sacos, alcofas, capachos, peças de formato mais tradicional ou inovador.

Também os sons do martelar no cobre e no latão - produção manual de peças mais tradicionais, mas sempre atuais, como tachos, caçarolas, cataplanas e de outros objetos imaginados e criados para responder aos gostos e necessidades do presente - se voltaram a poder ouvir, com a abertura da “Oficina de Caldeireiros “, onde trabalham cinco caldeireiros, no mesmo espaço onde no passado funcionou a “Caldeiraria Louletana” com o mestre Ilídio António Marques.

A “Oficina de Caldeireiros” localiza-se na Rua da Barbacã, a “Casa da Palma” na Rua Vice Almirante Cândido do Reis, ambas em espaços disponibilizados pelo Município, para que artesãos em cooperação ali possam produzir e comercializar o que produzem, cumprindo um conjunto de requisitos que garantem a autenticidade e valorizam os saberes e práticas que cada peça incorpora.

As duas oficinas, localizadas no Centro Histórico de Loulé, integram-se no Loulé Criativo e em particular, na rede de espaços que a breve prazo contarão também com os edifícios em recuperação para funções similares e complementares ao destas oficinas – uma antiga olaria e o Palácio Gama Lobos que passará a constituir-se como um centro de criatividade.

Para quem pretende emergir ao “tempo do plástico”, da produção em série de peças exatamente iguais, em Loulé, esta iniciativa evidência que é possível ser diferente.

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